quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Longe dos (C)ais
Você não encontrará outra forma
de se perder
que não seja o
des amar-
- rar os nós
de todos os (c)ais.
Samantha Abreu
foto de lara jade
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Céus de Menina

foto de Miguel Fonseca
O céu dessa cidade tem uma petulância que dói.
Não me contenho e choro
como se lavasse o chão com o azul refletido.
Pequenas poças salgadas: mar,
espelhos dessa lua insolente
que impõe o seu lugar ao sol.
Samantha Abreu
sábado, 31 de dezembro de 2011
byebye 2011
Você já aprendeu a editar as melhores cenas?
Aproveita que ainda dá tempo...
E é exatamente assim que eu me sinto sempre que um ano acaba:
Aproveita que ainda dá tempo...
E é exatamente assim que eu me sinto sempre que um ano acaba:
sábado, 10 de dezembro de 2011
Acaloramento de dentro
Tenho a lava que se eleva, um fervor
na medula.
Nenhuma recomendação de gelo alivia,
quando estou no centro do fogo.
E se chama, ouço queimar.
Não há saída que não seja para o alto,
no céu onde ele está,
acalorando espaços entre braços e dentes.
Quando caí,
ficou um sol inteiro orbitando em mim.
Samantha Abreu
foto desconhecida
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Medusa
foto de metin demiralay
Medusa, entenda de uma vez por todas:
o mundo não funciona com princípios lineares. O mundo serpenteia.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Glossário da Pequena Morte
A voz de dó no baixo
arranhando o grave de todas as trilhas.
Panturrilhas que dançam no vai-vem
dos músculos,
e pedipalpos que enquadram o sorriso raro
na escassez do não: canibalismo.
Cigarro pendendo no triz
entre um lábio e outro desejo:
eu querendo ser o trago.
O in [possível] do out let. Não deixo, mas nego.
Por puro capricho do sempre contar gotas
que não pingam de densas,
doce de colher.
Todo lento e pesado, me toma de pouco.
Mas toma por inteiro de tudo.
Samantha Abreu
foto de Snjezana Josipovic
arranhando o grave de todas as trilhas.
Panturrilhas que dançam no vai-vem
dos músculos,
e pedipalpos que enquadram o sorriso raro
na escassez do não: canibalismo.
Cigarro pendendo no triz
entre um lábio e outro desejo:
eu querendo ser o trago.
O in [possível] do out let. Não deixo, mas nego.
Por puro capricho do sempre contar gotas
que não pingam de densas,
doce de colher.
Todo lento e pesado, me toma de pouco.
Mas toma por inteiro de tudo.
Samantha Abreu
foto de Snjezana Josipovic
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Gente de dentro
Começo a acreditar, realmente, que a poesia é um gesto - ainda que inicialmente solitário - que explode de experiências multicompartilhadas.
Como isso é possível?
Simples: o lado de dentro é mesmo um lugar infinitamente povoado.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Augusto Silva
poesia de Augusto Silva, poeta londrinense,
eu, com meu sotaque também londrinense... e o amadorismo da mesma naturalidade.
eu, com meu sotaque também londrinense... e o amadorismo da mesma naturalidade.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Tia-Mãe
meus sobrinhos Pedro e Clara
Dia das crianças nunca foi extraordinário pra mim, nunca fui uma exaltada pelos pequenos, não sou paciente com birras, não tenho os tais dons maternais, não sonho e nunca sonhei ter filhos.
Mas esses dois... ah, por esses dois eu dou o que não tenho, invento o que não sei, levo pra lua, busco no inferno, mato todos os monstros - até barata, compro tudo, me visto de boba, palhaça, tonta, brinco, brigo, ensino, defendo do mundo, protejo da vida, dos pesadelos, da morte... e pra morte dou a minha na hora, se preciso for.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Chuva Nascente
Eu nasci em um dia de chuva, com barulho fino na janela. Barulho fino e contínuo, quase um incômodo.
Acho que vem daí essa minha irritação pelas constâncias, essa minha aflição pela persistência.
Não confunda com latência. Essa ficou grudada pela chuva fina na vitrine do mundo.
Seria apenas mais um dia molhado abafando o assovio do vento, mas eu estourei: engolindo a vida toda em um único berro.
E assim que é até hoje, esse meu exagero de dentro.
Um fim de mundo de nascença.
Samantha Abreu
foto de pawel-stefaniak
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Olha o LONDRIX aí!
Começa nesta terça, 20 de setembro, o LONDRIX - Festival Literário de Londrina.
Acesse o site e veja quanta coisa bacana na programação:
Na quinta, 22 de setembro, estarei lá com o meu FANTASIAS PARA QUANDO VIER A CHUVA, vídeo-poemas e muitos amigos.
Apareça!
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