segunda-feira, 26 de julho de 2004

ARRISCADO











Gostaria de saber por que a gente, quero dizer todo mundo, têm tanto medo de mudanças. Sei que é chato generalizar mas, meu amigo, todo mundo foge, pelo menos de algum modo, de algum tipo de mudança. Você conhece alguém assim, com certeza sabe dar um exemplo, e também já passou por uma indecisão, ou deu um passo atrás.
O campo do amor, é o campeão. Quantas e quantas vezes, mantemos um relacionamento falido, que já não nos satisfaz, apenas por medo de estar sozinhos? E pior, tentamos acreditar que tudo vai mudar, ou acabamos por ver coisas boas nos erros irremediáveis. Quantas vezes não nos adaptamos, ou até mudamos a nós mesmos, para cabermos numa relação.
Sem falar na vida profissional. Reclamamos por horas e horas, contaminado o ambiente e poluindo nossa alma, talvez até durante toda a nossa jornada de trabalho, mas nem sequer pensamos em virar a mesa, jogar tudo para o alto e procurar algo que nos realize. Pensamos no salário, nas despesas a pagar, nas bebedeiras de fim de semana, na praia de fim de ano. Qualquer dinheiro do mundo, compra nossa paz, nossa satisfação, e nossa motivação.
O engraçado desse ponto da vida profissional, é que a pessoa que paga por nossa mão de obra, acha que você deve muito a ela, e que tudo o que você conquista deve-se ao emprego que ela te deu, e a culpa é nossa.
Não experimentamos cervejas novas, não usamos roupas diferentes, não pintamos o cabelo de verde, não usamos meias roxas, nem ouvimos músicas inusitadas. Gostamos sempre do refrão, repetido e repetido. Não chupamos sorvete de banana, não dormimos sem roupa – ou com roupa – não beijamos de ponta cabeça, nem cumprimentamos alguém desconhecido na rua. A nossa vida é linear, constante e imutável.
Quer saber qual é o maior pavor do ser humano? Ser pego de surpresa. Não saber como reagir diante de alguma situação inusitada, ou não ter o que dizer, frete a uma pergunta relâmpago. A gente programa nossos dias e nossas tarefas, como se a vida fosse como nosso trabalho, e cada minuto já estivesse montado.
Quando algo de novo acontece, ou quem sabe algum imprevisto exija de nós uma escolha diferente, nossa cabeça vira um emaranhado de pensamentos, de loucura e de indecisões. Quando a pessoa que e gente ama resolve mudar e tentar um novo relacionamento, ficamos idênticos à um cego, abandonado em plena rodovia movimentada, nossa vida parece estar acabada, sem caminhos pra tomar.
A vida não devia ser assim, a gente deveria ter prazer em experimentar coisas novas, marcas desconhecidas, cores diferente, músicas estranhas. Beijar bocas novas, amar mais e mais pessoas, fazer muitos amigos e cumprimentar estranhos na rua. A vida devia ser uma surpresa, e a cada desafio, devíamos tratá-la como uma caixa de bombons onde a gente pega qualquer chocolate, porque gosta de todos.
A vida é um doce, que gente saboreia sem saber se o dente vai doer. O inusitado nos fortalece e nos motiva a mudanças. As mudanças por sua vez, só nos dão dois caminhos: o do sucesso, ou do aprendizado. Por mais escuras que sejam essas escolhas, sempre vai haver momentos em que teremos que enfrentá-las, a não ser que você queira ficar parado, apenas assistindo de longe sua vida passar.





Corra o risco.

















SAMANTHA ABREU

2 comentários:

Liza disse...

Seu Michel?...desde quando?...rsss
Tá bom, mas se for mesmo vai perder, porque nao manda nem um simples e-mail p/ o meu amiguinho...que amor é esse Samanthao?..deste jeito nao vai dar nao..rss

bjus...Liz

BAR DO BARDO disse...

Saman, não é fácil dizer isso, mas concordo com você. O medo nos leva ao que há de ruim em nós mesmos...