domingo, 8 de agosto de 2004

DÁVIDA

P.S >>> Gente, apesar de parecida, isso não é uma auto-biografia, e qualquer semelhança, terá sido mera coincidência!!!!

De repente, tudo começava a funcionar. Ela estava fascinada com isso, com esse lado da vida o qual nunca tinha conhecido. Sua existência parecia extremamente interessante e cada coisa, cada passo, cada som tinha sido criado para aumentar sua satisfação, seu desejo de viver.
Ela nunca fora acostumada com isso. Para ela a vida parecia uma jornada de trabalho... nada tinha função de entretenimento ou satisfação. Tudo era construído para que ela apenas... vivesse. Seus amores nunca eram arrebatadores, suas paixões nunca eram enlouquecedoras, seus trabalhos nunca eram realizadores. Sempre sofrera vários tipos de preconceitos e incompreensões, ninguém entendia o que ela escrevia e não acreditavam em sua inspiração literária, ninguém respeitava o que ela pensava e a forma como se vestia. Enfim, sempre achavam que ela devia ser diferente. Era uma moça de família, considerada estranha e de pensamentos revolucionários. Ela sempre se sentira deslocada, perdida, e nunca havia conseguido um lugar para criar raiz. Até agora.
Parava pra pensar e encontrar o momento de sua vida em que as coisas começaram definitivamente a mudar, mas era em vão. Estava apaixonada de maneira enlouquecedora, amando de forma arrebatadora e seu trabalho estava sendo deveras realizador. E o engraçado nisso tudo, é que ela não estava fazendo nada para que isso acontecesse. Parecia que Deus, ou sabe-se lá quem, tinha olhado pra ela de forma diferente e entendido o que ela sentia, o que ela expressava e o que almejava.
Sua inspiração para as artes estava extremamente aflorada, e a paixão que havia sido despertada em seu corpo a deixara de cabelos leves, rosto amigável e corpo contornado. Estava mais linda do que nunca. As pessoas que sempre a censuraram, apesar de ainda não entenderem o que ela realmente sentia e queria da vida, passaram ao menos compreendê-la e a tratar de forma igual, como se ela apenas fosse uma pessoa de idéias diferentes e artísticas.
Tinha feito amigos diferentes, estava cada vez mais envolvida em sua tarefa literária, e isso era o que mais lhe dava prazer. O fato de estar apaixonada e ter alguém que também a amava, apenas lhe dava mais ânimo e assunto para seus textos poéticos e suas crônicas.
Ela podia enfim dizer, que estava realmente feliz.
Nisso tudo, que a vida de repente colocara em sua frente, havia apenas uma coisa que a incomodava: o fato de não saber agir diante de tanta expressividade. Eram coisas que nunca havia conhecido, ou recebido. Não sabia amar, não sabia viver intensamente, não sabia escrever para impressionar pessoas.
Às vezes, ela parava para refletir sobre isso e começava a ter um incômodo impróprio e inoportuno. Tentava esquecer, mas a cada atitude que tomava, pensava se não estaria dado um passo errado e perdendo tudo o que ganhara.
Resolveu não pensar, resolveu deixar que as coisas acontecessem. Lembrava-se de que havia sido preparada para que tudo desse errado, e nada de bom a vida lhe desse. O que tinha hoje era uma vantagem muito além do que poderia imaginar ou ambicionar.
Olhou para dentro de si mesma e resolveu apenas viver esse momento. Um momento em que podia dizer que era feliz.
Feliz.


SAMANTHA ABREU

2 comentários:

Anônimo disse...

Vc sabe.... vc é minha menina.
menina de cabelo vermelho
menina de sorriso azul
menina de pele cor de rosa
menina de olho cristal
menina de amor...
vc é colorida.... pra mim
VOLTA!

Liza disse...

Sami to curiosa cara...me conta quem é esse doido que fica falando pra vc voltar...voltar pra onde?...rss
Depois me conta tuuddddooooo...se puder é claro!

bjus...Liz