sábado, 28 de agosto de 2004

Um dia na vida de Bridget Jones

"Aaargh! Aaargh! AAAAARGH! Faltam quarenta e cinco minutos para o casamento e acabei de derramar uma bola enorme de esmalte de unha Vermelho Negro que se esparramou na frente do vestido.
Que estou fazendo? Os casamentos são um conceito insano da tortura. Convidados vítima da tortura (embora não, é óbvio, na mesma escala dos cliente da Anistia Internacional) vestindo com maior esmero coisas esquisitas que jamais usariam em situações normais, por exemplo, fatiotas brancas justas, tendo que se lavantar da cama quase no meio da noite de sábado, correr em volta da casa gritando "Porra! Porra! Porra!", procurar velhos pedaços de papel de presente, embrulhar estranhos presentes desnecessários, com enfeites prateados em forma de sorvete ou balas (destinados à reciclagem infindável entre as Casadas Convencidas, pois quem quer chegar cambaleando em casa no fim da noite e passar uma hora peneirando ingredientes dentro de uma imensa máquina de plástico, para quando acordar de manhã, consumir uma fôrma gigantesca de chocolate a caminho do trabalho, em vez de comprar um croissant de chocolate para acompanhar o cappuccino?), depois de dirigir quase seiscentos e cinqüenta quilômetros, mascar chicletes cor-de-rosa de posto de gasolina, vomitar no carro e não conseguir encontrar a igreja? Olhem pra mim! Por que comigo, Deus? Por quê?
Parece que começou minha menstruação parecendo uma aberração, de frente para trás, no vestido. "

parte do livro "Bridget Jones: no limite da razão" de Helen Fielding

Um comentário:

Anônimo disse...

LEMBRO TANTO DE VOCÊ.....
LINDA, AUTÊNTICA, BRAVA (!), SAGAZ...
IGUAL À VOCÊ NAO HÁ.

TE AMO