sábado, 12 de março de 2005

A lição que aprendi na 'Festa de ontem'.

Bom gente, tudo pode acontecer quando você vai à uma festa na qual conhece quase todo mundo, a maioria são seus amigos e a cada cinco latinhas que toma, você só paga uma! Pois é, estou com praticamente vinte e cinco anos, e nunca me diverti tanto. Aliás, pra ser sincera, acho que nem fui eu quem me diverti pois senti que nâo estava no meu corpo... mas tudo bem, esse é outro assunto!
Pois bem, festa vai, festa vem, um monte de gente bonita, caras bonitos principalmente, e você, ainda em condições de raciocínio, só quer um. Aquele, que nem precisa ser o mais bonito, o mais legal e nem o 'mais-mais', mas "ele". Aquele por quem você esperou a semana toda, deixou 'coisas' no ar a semana toda, contando que aquela festa seria a oportunidade... seria o lugar onde literalmente tudo poderia acontecer.
Você chega, bebe com moderação, apenas para não perder a linha tênue entre relaxar e chegar ao ponto de nem se dar conta do que está fazendo. Você bebe um pouco, se aproxima, olha no olho, na boca, risadinha de lado, abraço apertado e sai.... some um pouquinho pra ver se ele vai sentir sua falta, se vai te procurar.
Nossa....... até aí a festa tá perfeita! O problema é que, como eu disse, a linha é muiiiiiiito tênue e às vezes, acontece de você ultrapassar essa linha e beber ao ponto de já não entender mais o que está fazendo... ou seja, você só pensa em se divertir e esquece do 'joguinho' no qual estava empenhada, esquece de voltar da sumidinha rápida e estratégica... não volta mais, e por 'coincidência' de uma festa assim, você encontra de novo 'aquele' cara com uma "penduradeira de pescoço" (essa é a forma como costumo chamar algumas mulheres!). Nisso tudo, o mais engraçado é a sua reação... fica parada, estática, assitindo o exato momento em que o cara já não vai mais suportar tantos ataques da penduradeira e vai se entregar... a gente fica medindo a distância de uma boca da outra, conversando... e de repente.... Ai que raiva! Ai que ódio! Ela o beijou! Quase à força! Que ódio!
Aí já era.... o jeito é engolir seco, se dar conta do erro cometido na distração da 'sumidinha básica', e assumir que abaixou demais a guarda e deixou o campo aberto. Que raiva! Mas agora também, já que não tem mais jeito.... vamos chutar o balde! Aí... você já super alterada, começa e notar outras oportunidades, outros focos e pronto... até fica legal pois essa parte acontece sem encanação.. só diversão!
Dói um pouco, quando 'aquele' cara repara que você viu, e antes de sair com a penduradeira te dá aquele olhar de 'não acredito...'! Eu é que não acredito!
A festa foi maravilhosa... teve gargalhada, teve beijo, teve álcool, teve dança, teve, teve, teve. Só não teve 'ele'. E apesar de ter se divertido tanto, tanto... você, no outro dia só consegue pensar que não teve 'ele', e o único momento da festa que você jamais vai esquecer, é o exato instante, que fica passando na sua cabeça em câmera lenta, em que ele passou por você, saindo do meu de todo mundo com a penduradeira, e te olhou com aquela carinha... carinha de 'putz!'.
Não foi dessa vez. Talvez não seja da próxima, mas a gente vai aprendendo em cada uma delas. Dessa vez, aprendi por exemplo, o quã tênue de fato é a linha entre o descontraído e o bêbado, ao ponto de você se perder numa 'sumidinha estratégica'!
Samantha Abreu

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