quinta-feira, 18 de maio de 2006

O moral de Narciso


Eu tento sair daqui, mas algo me prende. Acho que é meu moral que embora pareça baixo para algumas pessoas, ainda me nega coragem para atitudes inesperadas. Quero pintar o cabelo de azul, ele não deixa. Quero tomar cerveja na segunda, mas ele me lembra que acordo cedo na terça.
Fiquei tão irritada que resolvi acabar com ele, que é sempre tão recatado e convencional. Cheguei depois do trabalho, o chamei até o quarto e ficamos frente à frente, só nós dois.
Dei-lhe três tiros certeiros, na altura do estômago.
Dizem agora, que vou ter sete anos de azar só porque ele partiu-se em pedaços. E a culpa é minha? Ele sempre fora fraco! Não me importo. Ao menos agora, ele não vai mais me controlar os atos.


Samantha Abreu

Nenhum comentário: