terça-feira, 20 de junho de 2006

As aparências enganam

As aparências enganam
(Composição: Tunai e Sergio Natureza)

As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Porque o amor e o ódio se irmanam na fogueira das paixões
Os corações pegam fogo e depois não há nada que os apague
e a combustão os persegue,
as labaredas e as brasas são
O alimento, o veneno e o pão, o vinho seco, a recordação
Dos tempos idos de comunhão, sonhos vividos de conviver

As aparências enganam, aos que odeiam e aos que amam
Poque o amor e o ódio se irmanam na geleira das paixões
Os corações viram gelo e, depois, não há nada que os degele
Se a neve, cobrindo a pele, vai esfriando por dentro o ser
Não há mais forma de se aquecer, não há mais tempo de se esquentar
Não há mais nada pra se fazer, senão chorar sob o coberto
As aparências enganam, aos que gelam e aos que inflamam
Porque o fogo e o gelo se irmanam no outono das paixões
Os corações cortam lenha e, depois, se preparam pra outro inverno
Mas o verão que os unira, ainda, vive e transpira ali
Nos corpos juntos na lareira, na reticente primavera
**********************************

"Os corações cortam lenha e, depois, se preparam pra outro inverno
Mas o verão que os unira, ainda, vive e transpira ali"

Um comentário:

amor disse...

que moça bonita

mas menina bonita
seu sorriso é como a brisa
que chega lá do mar
pra refrescar meu coração
você quando pisa
seu andar parece o vento
a qualquer momento
pode pintar a paixão
no rastro do assovio
acende o pavio
a gente se enrosca
e vai soprar o furacão


(Pedro Luis e a Parede)



essa música é para vc!
Te amo