sábado, 3 de junho de 2006

Frederico Barbosa, ou só o "Fred"


Para mim, essa seria a terça-feira mais triste dos últimos dois meses. O último dia de aula do Dedic Escreve. Senti muita empolgação em receber o Frederico Barbosa, principalmente porque o conheci no ano passado quando ele veio ministrar aulas da segunda edição do concurso. Cheguei antecipadamente no aeroporto e vi uma cena inusitada. Uma mulher, de vestido florido e sapato de dançarina, fazia poses em frente à um homem sentado que a observava encantado. Ela fazia passos de dança, como em uma apresentação teatral. Achei tão interessante aquela cena...
Quando Fred chegou, já veio sorrindo de longe. Trocamos algumas palavras e já perguntei: “Vamos almoçar?”, e lembramos do ano passado, quando fomos andando ao Mc Donalds e ele me pagou um Top Sundae! Quando chegamos ao restaurante, estávamos falando de tanta coisa que até me perdia nos assuntos. Falamos de Londrina, de São Paulo e sua loucura desvairada. Ele me contava de um jeito muito tocante sobre seu trabalho na Casa das Rosas e como o lugar vive cheio de gente interessada. Deu uma inveja....
Foi tudo muito bom, a comida ótima, com boas conversas. Ele contou de seu contato e sua admiração por Alice Ruiz, da distância que mantém da boemia paulistana e de como gosta de ficar meio afastado de tudo de uma maneira quase ermitã. Disse ainda que consegue isso com muita dificuldade, já que deixou uma legião de alunos devido a seus anos lecionando em cursinho. Onde vai encontra um sorriso conhecido.
Demos muita risada e fiz a besteira de comer um bolo de chocolate trufado em sua presença. Ah, Meu Deus, durante a aula ele sempre soltava um bom exemplo de um melhor momento da vida dizendo: “A Samantha comendo chocolate”. Isso foi chantagem! E eu disse que ia contar aqui: ele comeu de sobremesa um pedaço de torta de maçã, um pedaço de pudim e creme de leite. Dois gordinhos comendo doce!
A aula foi espetacular. Os presentes riam, participavam, entendiam e com uma didática incrível. Ele explicou tudo de maneira clara, sem rodeios. Foi fantástica! Levou-nos ótimos exemplos de construções poéticas e despertou em todos um olhar diferente para a poesia, tirando aquele sentimento de restrição técnica que a gente sente, às vezes. Recitou algumas de maneira invejável e deixou todos perplexos. Lembro de escutar os burburinhos: “-Ele é muito bom!”
Mostrou-se tão perto da gente, principalmente quando detalhou o sentimento suicida que invade o ser humano aos finais de domingos ao escutarmos a primeira nota da música de abertura do Fantástico. Declamou pra gente até a poesia que fez para esse sentimento, mas não a encontrei em lugar algum!
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Essa foi a última de uma seleção de craques. Abrimos de forma deliciosa, tudo correu com muito sucesso e o encerramento foi com chave de ouro, perfeito! Vou deixar uma poesia dele:

Sem você

nenhuma metáfora
traduz a falta
nenhuma imagem
exata

faca encravada
nesse silêncio
dia sem dia
piada sem graça
acordar sem você
me mata

5 comentários:

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