quinta-feira, 15 de junho de 2006

QUEM MORRE

(Eu e a Evelise!)

QUEM MORRE

Morre lentamente quem não viaja
quem não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca...
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece...

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os ‘is’
em detrenimento de um redemoinho de emoções
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos
corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa
quando está infeliz com seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida
fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias
queixando-se de sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre,
que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança,
fará com que conquistemos um estado esplêndido de felicidade.


PABLO NERUDA

3 comentários:

zibl disse...

Uma bela escolha de poema!

Samantha, pela gentileza da mensagem no nosso blog (meu e da Lian), obrigadas!

Que esteja feliz; que possamos continuar a lê-la por aqui.

Sorrisos para você.

Anônimo disse...

você é encantadoramente maravilhosa.
vc tem aquela coisa... de alma, de pele, de cheiro, de vida, de gosto,
que mais ninguém no mundo tem.
Te amo.

Eve disse...

Sa....

Muito lindo!!!!

Amei...