sexta-feira, 21 de julho de 2006

Embriaguez de rapariga

Tomou todo o vinho
Sentou na cadeira da sala
Riu da seriedade vizinha,
Gritou da janela: “-Cadela!”

Decidiu que dormiria pelada
Arrancou a sandália apertada
Soltou de uma vez o cabelo
Andou de passinho rasteiro

Deitou na cama gelada
Abraçada ao travesseiro
Sonhou com o guerreiro selvagem
Que a faria mulher desonrada

Despertou donzela esquecida
Lavando a pele suada.





Samantha Abreu

poesia baseada no conto "Devaneio e embriaguez de uma rapariga"
de Clarice Lispector

3 comentários:

Anônimo disse...

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