sábado, 29 de julho de 2006

Um refúgio

Eu queria que todas as pessoas do mundo tivessem alma de artista, que achassem interessante umas às outras, e isso fizesse com que elas tivessem nos olhos aquela curiosidade constante pela alma alheia. Imagino meu mundo ideal como um lugar fechado onde as pessoas pudessem fazer o que quisessem para estar em paz. Poderiam cantar desafinado numa rodinha de samba, alguns estariam lendo e recitando para os à sua volta aquilo que mais gostassem. Copos nas mãos de todos, sorrisos em todas as bocas. Algumas mesas só com mulheres em encontros semanais com as amigas, rapazes discutindo rock’n roll, e garçons velhos conhecidos.
Seria assim. Roupas colorias em pessoas elegantes, óculos charmosos e sobrancelhas marcantes. Conversas simpáticas com desconhecidos e novas amizades começando. Existiriam dias de preto sobriedade e outros, de cores à Almodóvar.
Noites de Jazz, ritmos de Blues e melancolias de Bossa Nova.
Salto alto para dias de auto-estima e sapatilhas para dias de sossego. Pessoas bonitas de alma, ricas de sentimentos, vibrantes de paixões e repletas de amigos.
Esse seria meu mundo, e nele, eu revitalizaria as forças, leria meus livros, rabiscaria minhas bobagens e encontraria minha gente. Mundo de sensibilidade contagiante, de relacionamentos sinceros e pensamentos expansivos.
Eu poderia até nunca mais sair dali, só faria pedidos à delivery e passaria o resto da vida fazendo a coisa mais simples desse mundo e de todos os outros: vivendo.
Samantha Abreu

Um comentário:

Anderson Almeida disse...

Um texto nostálgico, com uma pitada de senso comum... me indentifiquei hehehe...