domingo, 13 de agosto de 2006

Brasil pelos cantos

Desilusão crescendo ao relento
Lua sem brilho, é cinza.
Cachorro sem banho na rua
Mesa sem vida, vazia.

Telhado caído com chuva,
colchão na enchente é bóia.
A terra que suja a sola,
tão rica se faz dividida

Chão trincado de sede,
criação largada à morte,
de fome já nascem sem vida
famílias sem sonhos, esquecidas.

País de mata acabando.
Ouro explorado tão cedo.
Céu de esperança arredia.
O branco era paz, hoje é medo.


Samantha Abreu
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foto de Isabel Santana

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