segunda-feira, 28 de agosto de 2006

A casa sem ele


Lençol sem elástico, solta
Chuveiro sem água, não lava
Tevê incolor não encanta
Tempo inútil, não passa.

Dor sem remédio, aumenta
Domingo sem sol, desanima
Beijo tão frio desespera
Mão por sua busca, alucina.

Cama espaçosa é fria
Jantar sem seu prato é ruim
Música sem dança é chata
Alma sem você, é sem mim.

Chocolate, vontade não dá
Roupa velha não ligo vestir
Tristeza me faz desatino
Cinema não quero sozinha

Sorriso só uso amarelo
Cerveja amarga a boca
Trabalho nem penso em fazer
Amor, só o seu eu espero.



Samantha Abreu

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