domingo, 10 de dezembro de 2006

Brasil pelos cantos


Desilusão crescendo ao relento,
Lua sem brilho, é cinza.
Cachorro sem banho na rua,
Mesa sem vida, vazia.

Telhado caído com chuva,
Colchão na enchente é bóia,
A terra que me suja a sola
Tão rica, se faz dividida.

Chão trincado de sede,
Criação largada à morte
De fome, já nascem sem vida,
Familias sem sonhos, esquecidas.

País de mata acabando,
Ouro explorado tão cedo,
Céu de esperança arredia,
O branco era paz, hoje é medo.


Samantha Abreu

Nenhum comentário: