quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Bobagens Sentimentais


Acabo de acreditar que ando muito emotiva, ou então, meu sendo crítico para cinema - que nunca foi lá muito bom - está cada vez pior. Zuzu Angel não me convenceu em cenas, tomadas e produção. Mas me fez chorar.
Gosto muito, aliás de uma maneira até apaixonante, de todas as histórias e fatos que envolvem nossa época de ditadura militar. Talvez por isso eu tenha chorado, não sei. Ou então, pelas relações familiares que o filme mostra, ou até, e mais ainda, pela febre de ideais que enche a gente de melancolia e vontade ser diferente. Gostei também de ver o envolvimento de tanta gente que eu ignorava - Elke Maravilha, por exemplo, Chico Buarque, é claro.
Sendo assim, vou dividir aqui meu comentário sobre o filme em duas facetas.
Uma delas, técnica, vou ignorar, visto que eu quase nada entendo sobre as técnicas cinematográficas. Além disso, como já disse anteriormente, acredito mesmo que a crítica do filme não seja muito boa, já que nem a mim, leiga, convenceu totalmente.
No entanto, em outra, que daí já me apetece um pouco, diz respeito ao sentimento e a função encantadora e envolvente na reprodução de uma história verídica. Chorei mesmo, não minto.
Fiquei emocionada com a força da mãe em memória do filho, fiquei motivada pelos ideais do cara, tanto que me fez pensar tão longe e tão internamente.
Em certa parte do filme, quando ele justifica ara mãe a paixão pela militancia, - era do MR 8 - me senti identificada com o mesmo sentimento pela literatura. Ele diz que cada homem, por mais pobre e miserável que seja, tem ao longo de sua vida uma missão, e por isso, a total capacidade de mudar ou deixar uma marca na história. É através dessa força que o homem identifica dia-a-dia, dentro de si mesmo, Deus.
Eu tenho identificado dentro de mim, todos os dias, quando escrevo, meu Deus.

Bobagens à parte e com isenção de críticas técnicas, vale a pena ver o filme.


2 comentários:

Anônimo disse...

lirismo excêntrico...
autêntico

Muito bom.

Leo Bueno disse...

O "Zuzu" foi mutio noveleiro, preparado para ser mais uma empreitada da Globo Filmes. Talvez por isso tenha resultado na mesma fraqueza que a transposição do "Olga" para as telonas.

Quanto à paixão pela militância anti-Ditadura, creio que você vai adorar o "Cabra-Cega". Escrevi sobre ele lá no meu blog há uns tempos atrás.

Estou no recesso, mas não 'desplugado'. Beijo!