segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Desventura



Tu és como o rosto das rosas:
diferente em cada pétala.

Onde estava o teu perfume? Ninguém soube.
Teu lábio sorriu para todos os ventos
e o mundo inteiro ficou feliz.

Eu, só eu, encontrei a gota de orvalho que te alimentava,
como um segredo que cai do sonho.

Depois, abri as mãos, - e perdeu-se.

Agora, creio que vou morrer.


Cecília Meireles

Um comentário:

Anônimo disse...

te dei esse poema uma dia.

foi quando descobri, de vedade, quem era você. Nesse dia, você se fez meu amor. minha menina. minha pequena.
foi nesse dia que descobri a gota de orvalho que te zdizia Samantha.

mas quando contei para todos, abri as mãos. E tudo perdeu-se.

Parecia que eu ia morrer, mesmo.