terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Flor Amarela

Poncácio, meu primeiro marido, era dono da destilaria Flor Amarela. O casamento com ele era um tonel de promessas. Infelizmente, pinga que pinga, Poncácio entregou-se ao vício, consumiu-se no ofício. Enviuvei quase menina. Logo depois, casei-me com Genivaldo, pastor protestante. De vez em quando levo uma flor amarela ao túmulo de Poncácio pra que ele mate saudade da sua branquinha.

Ivana Arruda Leite

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