sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Babel


Depois que saí do cinema, tive vontade fica quietinha. Bem quietinha. Até parecia tristeza, mas não era, tenho certeza.
Era vontade do silêncio.
Fiquei muda por minutos, pensando em tudo o que poderia entender do filme (o que pra mim seria interessante, porque não to nem aí com o significado real dele!).

Pensei em como uma única atitude pode mudar nossa vida como reação em cadeia. Pensei em como somos frágeis e dependentes dos outros. Em como a gente se esconde da verdade atrás de muros imaginários, ou como esquecemos uma ferida olhando para as outras.

Vi como as pessoas são irreais, e nossos conceitos é que são verdadeiros. Notei que podemos muito mais quando nos entregamos. Percebi que viver não é o que se imagina, é muito pior. E muito mais aventura. Mistério. Sacadas geniais. Desejos explosivos.
Viver é isso. Percebi. Uma rede de emoções que nos amarra a cada momento em coisas diferentes, já que somos diferentes. Dos outros, e de nós mesmos, a cada fase.
Nós é que tentamos sempre provar o contrário, como se fosse mérito sempre ser o mesmo.

Amar as diferenças. Isso foi o que entendi.



Babel, com Brad Pitt, Cate Blanchett e Gael García Bernal
Dirigido pelo mexicano Alejandro González Iñarritu, de Amores Brutos e 21 Gramas.


Samantha


Um comentário:

Daniel Nérso disse...

Achei esse filme mto bom.
O preço que a gente paga pra viver é ter q se ver, às vezes, nas mãos das outras pessoas q vivem realidades diferentes.
E decisões estúpidas(ou não) de outros, afetam sua vida.
Não tem como viver pelo próprio esforço. Existe esse fator aleatório de q sempre algo pode acontecer.
Achei legal o título do filme, mas acho q só entendi pq fala no trailer. Tem pessoas que falam a mesma língua e não se entendem, enquanto outros não conseguem trocar uma palavra, mas vivem em harmonia.