segunda-feira, 5 de março de 2007

Análise

- Ah doutor, eu queria tanto ser diferente...
- Como assim? Diferente como?
- ah, sei lá... eu queria ser a Elis Regina.
...
Fazer o que gosto, falar o que penso, ser como quero. E ainda ganhar dinheiro com isso. Me vejo de vestido roxo cantando música de negro. Não me sinto parte do mundo em que vivo, dessa futilidade que me cerca e da superficialidade que vejo.

- E por que você não faz tudo isso, minha querida?
- Porque não sou a Elis Regina, doutor.


Samantha Abreu
foto: desconheço a origem

4 comentários:

Diogo Lyra disse...

A boa notícia é que seu ciclo de vida pode ser bem maior que o dela e, de quebra, ainda ficam os CDs!!!

F. Reoli disse...

Te cuida, Maria Rita...rs
Gosto da maneira como voc~e faz um simpls diálogo se abrir num leque de possibilidades...
Te beijo

Nao tem Sentido disse...

Olha, nao creio q apenas Elis Regina possa fazer isso. Mas, como sempre, teu texto é excelente e de uma criatividade que posso contar nos dedos. Bjs!

Rê Ruffato disse...

O problema da minoria é que se sabe o que quer, mas arruma-se desculpas esfarrapadas pra não chegar lá. E o problema da maioria é que não se tem a mínima idéia de p* nenhuma e segue vivendo.