sexta-feira, 2 de março de 2007

Conspirações


O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO

O escritor J.D.Salinger é um desses eremitas excêntricos (o outro é Thomas Pynchon) que existe na literatura americana. Ele não dá entrevistas, não se deixa fotografar e, recentemente, também parou de escrever. E ninguém é mais genial do que um escritor que não escreve, certo?
O Apanhador no Campo de Centeio, romance mais famoso de Salinger, retrata as dúvidas e fantasias de um adolescente dos anos 1950. Embora escrito num tom lacrimoso de auto-ajuda (ou, talvez, exatamente por isso), o livro virou cult no mundo inteiro. O curioso é que a obra de Salinger foi achada na casa de dois notórios maluquetes. Mark Chapman, o assassino de John Lennon, foi encontrado pela polícia quando lia tranqüilamente O Apanhador no Campo de Centeio. John Hincley Jr., o homem que atirou no presidente americano Ronald Reagan para supostamente chamar a atenção da atriz Judie Foster, também tinha um exemplar do livro de Salinger em casa.

Teóricos da conspiração acreditam que o romance é um gatilho mental para matadores pré-programados. A missão ficaria “adormecida” na mente do assassino, como uma espécie de vírus de computador psíquico, até que ele lesse o livro e acionasse a programação.
Por via das dúvidas, não leia Salinger.


Do livro "Conspirações – tudo o que não querem que você saiba", de Edson Aran

Um comentário:

Leo Bueno disse...

É justamente por essas "conspirações" que o Salinger é cada vez mais cultuado. É um misto de curiosidade e identificação que depois vira paixão.

Dizem que ele é mentor de muitos punks, até mesmo os de boutique, como o Green Day.

Por esses e outros motivos, adoro-o.

Beijo!