quinta-feira, 24 de maio de 2007

O fim em quase Fadiga

Ele a olhava tão de perto a respiração tão profunda que ela podia sentir o gosto do hálito nervoso Não quero ir ele disse Ainda te amo ele disse Ela parada pensava em abraçá-lo e juntar-lhe o corpo enquanto a boca o sentia tão seu tão entregue tão tocável Não é o momento lhe escapou É melhor assim separado e você não me merece O coração na boca as mãos suadas e o medo na garganta seria a ultima vez de tantas idas e vindas tão lindas histórias de amor o tempo passando e a lei da atração esmorecendo frente ao frio do vento e o calor só por dentro Ele virou saiu melancólico ela ainda derramava mágoas e a boca queimando saudade vontade e vingança.
Amores de pressa e fadiga acabam sempre por morte morrida.


Samantha Abreu
Foto: O céu de Suely

12 comentários:

Juliana disse...

Muito bom o texto!
Adorei a poesia e tb a séria mulher sob descontrole - foi o que achei de melhor!!!!!!
(Te encontrei pela comunidade Jornalistas blogueiros)
Parabéns pelo talento com as palavras! Viciei!

Gabriel Ruiz disse...

Nossa FODIDO.
Gostei da forma como elaborou o texto, sem pontuação nos trechos..

E eu acho que essa foto é do filme "o céu de Sueli" (vc sabe?)
um beijo!

Ricardo Dalai disse...

aaaaaaaaaa
fazia tempo q nao passava por aki
entrei sabendo q ia encontrar esse texto aki...fiz um! depois eu posto e vc ve...

qto ao trecho do livro abaixo, esqueci de te falar: to lendo e smpre lembro de vc... excelente mesmo a narrativa... faz dois dias q nao leio pq o livro sumiu :S
espero nao ter deixado na uel..

enfim...
bjoooo

Diogo Lyra disse...

Caralho Sam (acho que vou adotar esse apelidinho, a não ser que soe escroto p/ vc), essa tua prosa fulminou do início ao fim - coroada com a frase de encerramento mais sensacional dos últimos tempos: "Amores de pressa e fadiga acabam sempre por morte morrida"!!!
A idéia da não-pontuação foi a estrela do texto, muito boa a sacada do "continum", como se o ponto final viesse como ponto final do próprio amor em questão! PHODA.

OBS: eu jamais abriria minha boca para sugerir algo diante de um conto como este. Mas por ser tão bom não posso me furtar a uma sugestão: pq vc não deixa o ponto final somente na última frase ou então mantenha o ponto final da frase anterior (a q termina com a palavra vingança) e coloca a genial sentença de encerramento entre parênteses, reforçando a idéia da não-pontuação e do ponto final ser, ao mesmo tempo, textual e contextual?!
Mas é só uma sugestão. Nâo há nada que melhore, de fato, o escrito de hoje...
Beijocas!

Nao tem Sentido disse...

Por isso tu é a minha blogueira favorita, sem puxa-saquismo, é sério. Perfeito!!!

Bjs

F. Reoli disse...

É de perder o fôlego assim sem pontos e foi bom, pois me encontrei escondidinho no espaço entre um deles...
Te beijo!!!

Rê Ruffato disse...

Grande Sá, olha esses comentários, mulher. Vc é uma estrela, merecidíssimo aliás.
Concordo com eles. A não-acentuação é super-dramática, fez toda a diferença do mundo.
Escrever (bem) é isso!
Parabéns. Quando sai o livro mesmo?
hehehe...

*¢£@üD!NhA''' disse...

OPA!

Tua palavra é vício de situações fora do hábito sensibilizado; assim me mantenho em empatia, esperando perceber com pureza este minuto que se torna docemente salgado...

Ótimo!

Cuide-se... t+.

gabriel ruiz disse...

Magina, não tem por onde!
Caramba, na UEL! To aqui em Jataizinho, já ouviu falar? rs
Que cruso faz?
tenho uma super pessoa querida na uel, cursando o 2 ano de sociais!

bjão

fabrício fortes disse...

samantha, isso aqui tá muito bom. essa narrativa contínua e breve ficou sensacional.

LuuZampieri disse...

bah guria, tua poesia é de tirar o fôlego ;)
adorei! parabéns

Linda Graal disse...

que coisa!!! tremendo esse!!!
"boca queimando de saudade"
entendo bem!! rsrs!!

beijo