quarta-feira, 6 de junho de 2007

Confissões

Nada dói mais
do que essa cruz sobre meus ombros.
Ombros que amparam meu mundo
tão imensamente pequeno

Escondo as feridas
de um jeito tão feminino
triste e maculado.
Não sou nada do que pareço,
esteja certo.

Caso ainda queira,
saiba a verdade, querido.
Escondo mentiras,
Sob as roupas, sob a pele,
e atrás deste sorriso.


Samantha Abreu

8 comentários:

Diogo Lyra disse...

Cada homem uma ilha de silêncio cercada de dor e ansiedade onde todo mundo, todo dia, é um pouquinho de Atlas...

*¢£@üD!NhA''' disse...

Hmmm...Jeitinho Carlos Drummond, desafiador de beleza purinha, desalinhada, mas espontaneamente sedutora.

Boa feriado!

Beijão............t+.

Linda Graal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Linda Graal disse...

Que lindo!!
é...concordo...bem dummondiano!! e eu adoro!!
como teus versos são, ao mesmo tempo, suaves e femininamente cruéis!!
parabéns!!
amplexos

Fabrício Fortes disse...

sempre há peles emáscaras.. difícil é saber se realmente existe algo por detrás..
bem bom

Diogo Lyra disse...

Se ligou como as palavras iniciais do meu comentário aqui inspirou o conto que eu publiquei hj?!

walter fripp disse...

muito bom lugar..
versos e prosas super legais..

paulo. disse...

lindo... que beleza...
beijo e bom domingo!