sábado, 2 de junho de 2007

Não durmo com Gildas

Fiquei por tantos anos vivendo histórias das minhas divas no cinema, que passei a desconfiar que meus homens também dormiam com Gilda.
A neurose do ciúme acabou com todos os meus relacionamentos. Foram oito casamentos ao todo. Todos destruídos por brigas, discussões e ciúme. Fui até acusada de levar pra cama – eu mesma – outras mulheres.
Não posso negar que em minhas fantasias mais neuróticas isso, de fato, acontecia. Tempo perdido.
Hoje, prefiro viver ao som de As time goes bye e dormir, todos os dias, ao lado de Humphrey Bogart.
Minha vida acontece no escuro, sem lanterninhas.


Samantha Abreu
foto:magic zyks

11 comentários:

Marcello Lopes disse...

ei...

adoro ler o que vc escreve...beijos

Marcello

Diogo Lyra disse...

Difícil mesmo é encarar o momento dos créditos!

* agora, falando sério, nem sei porquê, mas esse conto me trouxe um sentimento pessoaniano de "saudade imensa de tudo o que eu não vi"...

Menáge à Trois disse...

Amei!!!!!!!!!!!!!!
Não sou ciumenta, mas ainda morro de possessividade!!

*¢£@üD!NhA''' disse...

Foto de impacto..linda demais.

Os escritos...ah, não tem o que dizer.
Adoro simplesmente.


;********

¬¬ disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
¬¬ disse...

"...em minhas fantasias mais neuróticas..." hehe

e não reclame! o engodo...
a fantasia é o que dá de comer à coitada da poesia né?

F. Reoli disse...

E nessa tela, a gente mesmo que desenha o começo, o meio e o fim...
Te beijo

4rthur disse...

as fantasias neuróticas são sempre as melhores.

Nada como o gosto do proibido.

4rthur disse...

...parece a Sandy na foto... mas, com o perdão do trocaralho do cadilho, ela nunca faria uma Sandice dessas...

:-*

T§ disse...

Tenho a nítida impressão que toda vida decente acontece no escuro. Ou não.


Linda Graal disse...

sem lanterninhas!!!!!!!!!! afff...ótimo!!!