domingo, 17 de junho de 2007

Platonice

Por que será que eu ainda teimo em acreditar na paixão? Nessa idade, meu Deus!
Sabe que percebo que, quanto mais o tempo me passa, continuo amando o que não vejo, o que me surpreende, o que não se torna rotineiro, o que me desperta estranheza, o que está longe, o que não posso ter, o que me deixa instigada, o que me desafia, o que me faz pensar sobre, faz pensar como, faz pensar onde, faz pensar quando, e que depois de pensar tanto, vejo que nada é do jeito que imaginei.
Por incrível que pareça a quem me conhece, eu fico sim apaixonada. Eu suspiro sim com uma maçã na mão enquanto olho para o nada. Isso também acontece comigo, meu amigos! O meu problema é fazer esse meu sentimento durar, não fazê-lo acontecer.

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- Ah, Samantha! Não tens mais quinze anos, menina! Deixe de se encostar pelos cantos, acreditando em paixões à distância.
- Mas mãe... o que é isso que a gente sente quando quer uma pessoa perto, e ela não pode estar?
- Desafio, meu bem. Isso é desafio. Ou você toma uma atitude, ou te desafio a esquecer essa história.
- Ai, Ai!


Samantha Abreu

10 comentários:

Menáge à Trois disse...

Acredito que a "platonice" reside, ainda, nas relações, naquelas que chegam a algo concreto. São sempre as expectativas, quase nunca se ama a pessoa como ela realmente é.
Bjos moça

Como ninguém

Diogo Lyra disse...

Todo amor é uma Caixa de Pandora que, uma vez aberta, conta apenas com a esperança...

Priscila disse...

Ah, sim...o amor...o desafio de amar!
O ser humano nada é sem os sonhos e os desafios!

Bjos
Pri:)

4rthur disse...

Mas a paixão, exatamente por ser essa explosão desmedida e desenfreada, é inerentemente curta e passageira. No entanto, nós, humanos bobs, sempre acreditamos que podemos redescobri-la, ou acordar de novo e enxergá-la sob um novo ponto de vista...

Pior era pra Platão, que não tinha escolha...


e vem cá, essa foto é sua? Achei linda demais!

Rafa Avansini disse...

O amor é uma expectativa constante de algo que teima em não se realizar, ou realizar-se pela metade. Minhas experiências nesse campo são frustrantes, mas adorei o texto. Acho verdadeiro em cada sílaba escrita.
Bjo Sa.
Ahhhh, num vai me ensinar a add blogs como favoritos no meu???

F. Reoli disse...

Enquanto partes de nossos melhores instintos forem envoltos por pele, estaremos sempre sujeito a esse estranho e não muito desconhecido chamado Paixão!!! rs
Te beijo

Daniel Nérso disse...

Sua mãe é bem direta! hehehe
Se depender de mim, meu filho(a) vai virar poeta e ficar escrevendo sobre um amor nunca correspondido... e no final morrerão de tuberculose! :\

Mas é tão legal, deitar no travesseiro com sono e começar a imaginar, criar situações com aquela coisa/pessoa por que(m) estamos apaixonados :)

Linda Graal disse...

ai ai...

Ludmila Barbosa disse...

Ai, esse desafio que as mães nunca deixam de nos falar. Eu bem sei...

SAMANTHA ABREU disse...

"O meu problema é fazer esse meu sentimento durar, não fazê-lo acontecer. "

e já acabou...
prontos pra outra?!