quinta-feira, 28 de junho de 2007

Singular

Já disse Milton:
“certas canções que ouço cabem tão dentro de mim, que perguntar carece, como não fui eu que fiz...”

Isso aconteceu com o poema do meu Amigo (com A maiúsculo) Juliano Basílio. Meu filósofo, companheiro de desabafos, papos e alguns copos.


Singular

Simples! Como a chuva.
Molha
A minha boca e a tua.

Leve! Como o vento.
Voa
À toa, quase sonolento.

Triste...
Triste...
Triste...

Luz cinzenta, reluz
a proa
do veleiro à deriva no mar!

Será? Poderá ela nos salvar?
Canoa
Sendo eu infinitamente triste,
Sozinho,
Tão triste...
Singular!

(Juliano Basílio)

2 comentários:

Diogo Lyra disse...

Me pergunto isso até sobre a obra de Karl Marx...

junior disse...

Gostei particularmente desse.
Abraços...

Juno