domingo, 17 de junho de 2007

Sobre o Festival

Sobre anjos e grilos
Grupo:
Companhia de Solos & Bem Acompanhados ( Porto Alegre )
Sinopse:
Espetáculo multimídia, cômico, lírico e trágico, no qual uma atriz, ao fazer uma junção da fala, poesia, artes plásticas e da música, conta, recita e canta textos e poemas de Mário Quintana. Aborda questões como a superficialidade das relações sociais, a guerra, o progresso desenfreado, a destruição do meio ambiente, as religiões e a valorização da vida.

Foi o mais perto que cheguei de tudo que quero sentir e de tudo o que espero que o teatro me desperte. Além de ser sobre Mário Quintana, a peça me despertou coisas escondidas, guardadas e esquecidas. Chorei.
Em alguns momentos eu entrei, sem exageros, em transe, enquanto olhava para aquelas pessoas desconhecidas ao meu redor, conversando sobre suas vidas, sobre a fofoca da revista, sobre o bar recém-inaugurado ou sobre as provas da faculdade.
Não posso deixar de dizer que uma grande porcentagem do que senti deveu-se à estrondosa interpretação da atriz Deborah Finocchiaro, fantástica na construção de dezenas de personagens diferentes e cheios de particularidades em relação ao mundo. Um monólogo que tinha tudo para ser maçante e sem ritmo, se tornou ferramenta nas mãos de uma bomba de emoção. Adorei: as ilustrações, a trilha, o show.
Mário Quintana se tornou ainda mais maravilhoso. Mais interessante. Mais Poético. E eu quero mais dele.


Pequenos Milagres
Grupo:
Grupo Galpão ( Belo Horizonte )
Sinopse:
Conjunto de histórias (Cabeça de Cachorro, O Pracinha da FEB, O Vestido e Casal Náufrago) que oferece um olhar teatral singular sobre a vida brasileira, permitindo discutir questões relevantes, com personagens que revelam os sonhos das pessoas comuns. Os quatro textos foram selecionados na campanha “Conte sua História”, que o Galpão realizou para criar o trabalho.

A sutil tristeza do cotidiano. A vida estranha e amarga, como só ela sabe ser. Dava pra rir das desgraças e chorar com as alegrias. Gostei da representação de todas as quatro histórias, mas em especial “o Vestido do Desejo”, não só porque falou de sonhos, mas porque mostrou a esperança, a inocência e a simplicidade da felicidade cotidiana, feita de pequenos detalhes e curtíssimos segundos.
Tão bom encará-la assim: existente por esses descuidos rotineiros que colocam a gente na imperceptível asa da satisfação. Nunca nos damos conta disso, a não ser que possamos ver de longe, sentados na poltrona do teatro.



Quarta-Feira é minha provável despedida do FILO desse ano:

Johnny Cogió su Fusil
Grupo: Fundiciones Teatrales ( Espanha )
Sinopse:
Adaptação de Antonio Álamo e Jesús Cracio para o romance “Johnny Vai à Guerra”, de Dalton Trumbo, que conta a história de um jovem mutilado pela guerra. O espaço cênico apresenta dois planos: um no alto, distante, velado, onde estão o amor e a juventude, mas onde também cai a bomba que mutila o jovem; e outro plano, mais próximo do espectador, onde se encontra a cama do soldado.


Mas ainda tenho os Shows: Zeca Baleiro nesta terça e Sandra de Sá no sábado. Que delicia!

Um comentário:

Diogo Lyra disse...

Essa menina tá que tá!!!
Já pensou em correr atrás e ganhar a vida com isso? Suas resenhas são muito boas e garanto que é um puta material de apresentação para algum jornal ou revista das tuas cercanias...
Pense nisso, acho que dá caldo!