domingo, 29 de julho de 2007

Na contramão, estranho amor

O amor não cala, ele vai dizer
barbaridades que você não quer ouvir.
Se te amo, ele fala
Se te odeio, ele berra.
Queria pegar uma mordaça e te colocar na boca
pra justificar o teu silêncio indiferente
que acaba com o meu domingo.

Estou pensando em ficar por aqui,
batendo um papo com a lua
pensando em um jeito de esquecer
esse amor estranho, amor.
Se chover eu aproveito pra me lavar
da tua pele na minha.
E paro por aqui,
na contramão.


Samantha Abreu
foto: Lilya Corneli

21 comentários:

yara disse...

primeiro, obrigada pelo coment é realmente bom se ler hehehe..
Ahh o amor.. palavrinha complicada... mas que da vida a poesia.. Beijoss..

Garota Complexada disse...

porque às veses a única coisa que a gente quer são palavras, mesmo.
boa poesia.
adorei aqui!

david santos disse...

POR MUITO QUE CUSTE A MUITA “BOA” GENTE, NÃO VAMOS DEIXÁ-LO ESQUECER.

Esta semana venho incomodar todos os blogues brasileiros. E por quê? Porque não quero que esta data fique esquecida. Mas que data? Pois é, é mesmo isso! Este ano, de 2007 faz 160 “cento e sessenta anos”, que nasceu um grande vulto da poesia brasileira. Quem foi?
Faz também este ano, 2007, 136 “cento e trinta e seis anos” a data do seu falecimento.
Quem foi?

Eu não devia ajudar nada, mas vou-vos dar um cheirinho: “Espumas Flutuantes”, Salvador da Bahia, 1870.

Quem souber, pode deixar a resposta no meu último poste.
Quem não souber, tenha a dignidade de perguntar no mesmo local. Pois aprender não enche barriga nem mata miolo.

David Santos

*¢£@üD!NhA''' disse...

Esbarrei neste caminho.

(Lindo!!!!!!!!)

;**

Ricardo Dalai disse...

1) saudade de vc criatura
2) saudade disso aki tb
3) otima literatura
te quero sempre perto
e tenho que falar com vc sobre dois projetos q to...
bjo amore
te cuida

Jana disse...

eu eu só querendo sair desse meio termo, esse limbo, que nada acontece...

sei la, é que esses teus versos me pareçeram algo ou lá ou aqui.... nada de meio termos

Beijos

EricaNNa disse...

Acho que já estou imune ao amor. Nem dói mais...

Jota disse...

Porque meus músculos viram aço quando amo.

E cada passo deixa crateras na calçada.

Diogo Lyra disse...

O amor é um martelo que às vezes fere pra curar...

Um poema típico de uma alma feminina perplexa com a cômoda frivolidade de Adão!

lyS disse...

A foto que iustra a poesia mostra o quanto essa mulher quer se desfazer dessa loucura.

Ludmila Barbosa disse...

Intensidade pura, amei, esse jeito bonito de tentar esquecer.

Marília Silva Tavares disse...

Dores de amor são as piores... diz a crendiçe popular que subir no alto de uma colina e gritar o mais alto e forte possível alivia.
Ou se quiser pode tomar um porre.

Aqui, tem uma perguntinha para nós duas no meu blog, de uma leitora chamada Cá. Está no post "O amor não tira férias".
Eu vou responder na sexta. rs.
Achei legal vc tbm gostar de O espelho tem 2 faces! É raro!... rs

beijos

4rthur disse...

muito bom, Samantha. E a foto é ótima, esse jeito meio desesperado com que a mulher aperta o próprio coração só vem a dar mais intensidade pros teus versos.

Gostei muito mesmo.

Mila disse...

é... preferível o ódio. Como eu disse aquele dia, a indiferença tem a cor do nada. O ódio pelo menos deve ser roxo.

Mônica Montone disse...

Já dizia o poeta Claufe Rodrigues: ' não há dor que o amor não vença, apenas a indiferença, o mata"...................

beijos, querida e sorte para enfrentar a ventania

MM

Mônica Montone disse...

ah, vou linkar você :o)

beijocas

MM

Clóvis disse...

"Se te amo, ele fala
Se te odeio, ele berra"

Lindos versos, esses dois em especial.
Muito bom, moça!Muito!




Inté.
:)

Cin disse...

Eu sempre fico sem palavras quando termino de te ler.
Vc escreve muito!!!
Bjinhos!

Carol Rodrigues disse...

estou pensando em ficar aqui
batendo papo com vc!!!

adorei o poema

Jana disse...

acho que tb ando na contramão

beijos

André Luis Sant'Ana disse...

a lua diz coisas boas, sempre
e o vento leva embora tudo que nos atormenta ^^
sendo de amor, ou nao.