terça-feira, 7 de agosto de 2007

Insaciedade

Entendo agora, mas ainda parcialmente e superficialmente, dessa minha loucura insaciável e, muitas vezes, frustrante. Sempre fui assim, mas com o passar dos anos, ou melhor, com o acumular dos anos, minha ansiedade parece cada vez mais incontrolável. Quero tudo pra ontem, às claras, os atalhos e nunca nada está bom.

Lacan. Ele já tinha explicação pra tudo isso e estou descobrindo o cara aos poucos. Não que esteja me fazendo menos ansiosa, mas, pelo menos, ando entendo as coisas.
Vi esse vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=ftwhzVgUhnk e me apaixonei não só pela sagacidade, mas também pela simplicidade com que ele parece des-cobrir o assunto.
Falando de maneira simplista, Lacan diz que nós, homens e mulheres, vivemos eternamente em busca de algo que nos dê a grande saciedade, o grande prazer que sentimos uma única vez na vida: quando mamamos pela primeira vez, ainda bebês. Algo comparável ao gozo, ao orgasmo, ao trasbordar de um prazer.
Paulo Castro fala (e muito bem) disso no Blog Vazamentos de Vapores e tem me apresentado algumas idéias e discussões legais a cerca do cara. Vale a pena porque, afinal de contas, quem de nós não tem constantemente uma expectativa quebrada quando ela não nos dá o devido prazer? Prazer esse, aliás, que nunca mais teremos de fato e, por isso, vivemos eternamente mascarando nossos anseios com outros prazeres e coisas que nos distraia momentaneamente.
Lacan.
E vou lá buscar mais chocolate. Já volto.

Um comentário:

Diogo Lyra disse...

Pô Samantha,tendo em vista suas questões - e contextualizando com a literatura - eu indicaria o fantástico livro de Freud "O Mal-Estar na Civilização". É divino.

Moleza de comprar no sebo ou mesmo baixar na internet. Na pior das hipóteses tenho a xerox...