terça-feira, 20 de novembro de 2007

FOTO CONTO # 5

...Sempre que estava sozinha, sentia que seus pés, aos poucos, a tiravam do chão. Era como se cada inspiração lhe enchesse de asas e de uma capacidade extraordinária de sair do lugar. E voava.
...Só voltava quando as amarras começavam a lhe apertar os pulsos à cama.
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Samantha Abreu
foto: Helmut Newton
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10 comentários:

Maz disse...

hoje eu voei, fui tão alto... pude sentir a brisa fresca e o vento a tocar meu rosto! meu coração mal cabia em meu peito, quando de repente o motorista anunciou - Poltrona 39, conforme solicitou, sua descida na casa do usuário!

Minha viagem para Marília havia acabado...
Um bjo

anjobaldio disse...

Qualquer viagem vale viver, apesar do sangue.

Salve Jorge disse...

E quando ela volta ao chão
Ao menos
O mundo ganha asas...

Caito disse...

Ah, as amarras! Sempre puxando a gente de volta!

disse...

As amarras podem ser mto boas, só depende do ponto de vista. E desde q elas sejam consentidas. :P

Tyler Bazz disse...

Muito bom!

fecha os olhos e imagina...

4rthur disse...

teus versos são como sonhos.

Calebe disse...

Então tu faz letras... - descobri lendo teu conto na revista malagueta do meu caro amigo e escritor Alex Sens.

Adorei a fotoconto - engraçado que eu penso sempre sobre a loucura e sobre o "sair do lugar, do chão".


Bom final de semana.

Lais Mouriê disse...

Arranco as amarras a facadas!

Lindo demais, Sá!

everaldo ygor disse...

Muito bom...
Amarras, estão em todo lugar...
Abraços!
Everaldo Ygor
http://outrasandancas.blogspot.com/