terça-feira, 20 de novembro de 2007

O que me atrapalhou sempre a vida...

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Talvez a literatura seja uma salvação tola. Seja colocar uma corda no próprio pescoço à espera que o puxão te leve para outro lugar.
Outro lugar...
Se ela mesma, cínica, é tão cheia de seus lugares secretos, travestidos, revirados. Meus olhos a vêem escondida, à espreita. E dá o bote quando a gente passeia despreocupada, é a serpente. Me pega num domingo no cinema, segundos antes do beijo. Atrapalha a dança abraçada, me faz tropeçar pelas calçadas, me derruba o copo cheio da mão. Me enrola a língua quando penso na declaração.

Pensando assim, acho que Drummond sempre esteve certo:
“A literatura estragou tuas melhores horas de amor.”
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4 comentários:

Salve Jorge disse...

A literatura
Ali terá tu
Rápida cura
Ou dor inclemente
Daquela que perdura
Não será por isso
Menos impura
Ou indolente
Mas daqui pra frente
Terá em mente
Outra possível conjuntura
Advinda da mistura
De ti com o lá fora
Mas isso é outra história...

Caito disse...

Ainda assim quem é que consegue largar a danada?!?!

Beijos!

*¢£@üD!NhA''' disse...

bem vinda ao clube!!


me sinto exatamente na mesma posição; é uma teia, só pode ser.

;**************** querida!

disse...

É... é angustiante a necessidade de escrever depois que a gente começa.

Acordar no meio da noite com uma história, um poema na cabeça e ter que correr pra escrever, senão a gente perde e não consegue dormir mesmo assim.