quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Buenas, Caballeros

Encantadíssima com o livro "Caballeros solitários rumo ao sol poente", de Xico Sá.
E mais fascinada ainda com o tal Portunhol Selvagem.
Delícia de se ler: dá 'quentura' às palavras, peso à mão e paixão às estórias.
Virei fã.
Leia o livro. Rápido, rasteiro e certeiro.
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" 'A vida é um pangaré paraguayo que nos pega na curva', cismava ainda o cavaleiro solitário, desembestado, capaz de transformar a mais encorpada bílis que escorria pelo canto da boca em gracejo ou chiste; eis a vantagem suprema de quem já havia perdido tudo que um homem pode perder neste deserto.
'Ninguém ampara o cavaleiro do mundo delirante', ouviu uma voz ao longe. A voz se aproximava com as correntes da friaca. 'Ninguém ampara o cavaleiro do mundo delirante', a voz se repetia. 'Nin-nin-guém-guém... am-am-pa-ra...', agora como se o vento fizesse um scratch sobre um vinil, 75 rotações por minuto, na vitrola da ante-sala do inferno.
(...)"
trecho de "Caballeros solitários rumo ao sol poente", Xico Sá.
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