quarta-feira, 8 de outubro de 2008

o azar é só meu...

Ah, quer saber?
Eu poderia muito bem gostar do carinha que mora aqui do lado. Simpático, boa praça, gente fina, essas coisas e tals. Mas não. Gosto da droga. E eu me dialogo assim:
Razão: - Estenda a mão e pegue, tá aí.
Insistência: - Isso não tem graça. Quero aquele.
E aquele, aquele, aquele. Esse, nunca.

E eu bem que poderia me contentar com a sobrevivência. Divertida, agradável, suficiente. Coisas desse tipo. Não. Claro que não. E me pego pensando assim:
- Caramba, todo mundo contente, rindo...
- Por que é que algo muito estrondoso não acontece?
E estrondos, caos, estrago. Sossego, jamais.

Minha parte que presta não presta nem pra controlar o que deve.
E aí que tá essa zona total.

Obs:

Não, eu não desejo apenas ser feliz.
Eu quero é explodir, arrebentar com tudo, de tanta satisfação.

3 comentários:

Izabel Xarru disse...

'explodir de satisfação' tem uma inimizade incontestável com as 'gracinhas do tempo'.
mas morrer atropelada, serve?
se sim, venha pro meu enterro.
ele acontece todos os dias numa escola de samba onde as pessoas aparecem com um sorriso, me dão bons murros, e seguindo com o sorriso colgate em questão,super educadas e adequadas, apresentam seus elogios sem consistência nem temperatura.
pessoas elogiam quebra-molas e funcionalismos públicos em geral.
mas:depois dos acidentes, a razão vira emoção.
aí é q fode.
então: continue nessa corda bamba. ela é mais emocionante que o tombo.colar de pérola só é bonito em filme de felini.e a ostra concorda comigo, babando no prato do excêntrico execrável.
faça o seu vizinho explodir, é mais prático.? use um espelho. ele é sua bola de cristal.
brincar com fogo-fátuo, será q existe?
dois casos de explosão podem se agarrar e conversar com viço, penumbra e gargalhada?
a serpente chacoalha deliciosamente.
pode ser.
agora: os luminosos no avião:
boa viagem!
(quem nasceu pro fogo, não se amazia com pragmatismos - eles também são vãos, mas vãos sem cor).

Stephanie disse...

porque existem pessoas para quem a felicidade é pouco oras, e só quem é capaz de arrebentar com tudo conhece o gostinho das satisfações

belo blog,
beijo

Sunflower disse...

Diva,

é por isso que eu quero ter um filho. Já vi que ser plenamente feliz no trabalho talvez seja coisa da propaganda, como o homem perfeito, e eu não sou mulher de propaganda de margarina, mas tenho muito amor e não sei pra onde direcionar. Tem muita, muita coisa que bate aqui dentro, e que queima e queima.

Talvez seja a gastrite, não sei.

De vez em quando tudo o que eu queria era querer uma vidinha maisoumenos.

Onde é que aprende?

beijas