Penso que a coisa mais bacana do mundo é notar como as pessoas são diferentes umas das outras. Ainda bem. Se assim não fosse, talvez o Bortolotto tivesse se escondido atrás de uma mesa, corrido, obedecido, e evitado os tiros. Tem babaca dizendo que ele deveria ter feito isso e destilando toda a filosofia de como não reagir em assaltos. Tá certo. Para algumas pessoas isso, de fato, é conveniente e normal. Para o Mario, não.
Todo mundo sabe, aqui em Londrina e vários outros lugares, que o Mario jamais seria subserviente, mais ainda a um bandido, mais ainda quando a violência acontece contra seus amigos. Ainda bem que as pessoas não são iguais. Mario não tem medo. Quem tem medo é a gente. Medo de que ele nos deixe e deixe um mundo ainda mais desinteressante. Medo de que não tenhamos textos e músicas novas dele.
Mas, por outro lado, fica a certeza da força que aquele cara tem e de que ele vai reagir. De que ainda vai fazer uma ironia maravilhosa sobre essa desgraça e tomar cerveja com a gente.
Amanhã, 08 de dezembro, faremos um Ato pela recuperação do Mario e contra a violência, na Vila Cultural Cemitério de Automóveis (Rua João Pessoa, 103, em Londrina). No ato serão lidos poemas e trechos de peças do dramaturgo londrinense. Atores, escritores e amigos do dramaturgo participam do evento, aberto a todos os interessados.
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