terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Pequenas Mortes

foto de eugênio recuenco
.
De tudo o que me resta e que não seja
amor,
seja
o portão de partida
despedida,
de pequenas causas diárias.
Eu sangro momentos,
derreto venenos
e morro nos cotidianos fins.
Ainda prefiro
a mortalha
envolvendo
afazeres não entranhados.
Quero a devastação
irreversível
de qualquer pequena vida
vã.


Samantha Abreu

9 comentários:

Pedro Du Bois disse...

"a devastação irreversível de
qualquer pequena vida
vã." Certos versos são definitivos.
Abraços, Pedro.

Erica Maria disse...

Ah,mas esse poema define o meu momento!!!

Lindo viu?

Adoro o q escreves!

Sérgio Luyz Rocha disse...

"[...] tudo parece tão calmo nessa hora que precede as pequenas mortes que morrerei durante o dia [...]"

Acho que todos nós nos deparamos, em algum momento, com a certeza de que as mortes são muitas e que dependem do quanto intensa é a vida.

Poema certeiro.

Alex Oliveira. disse...

eu também quero, e muito.

a clara menina Clara disse...

[Quero a devastação
irreversível
de qualquer pequena vida
vã.]

esse foi comigo.

Marcos Satoru Kawanami disse...

triste

Camilinha disse...

Como faz, então?!

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Show!

Vagarosa ॐ disse...

parabéns pelo blog.


encantada com sua escrita.