domingo, 27 de fevereiro de 2011

Desequilíbrio


Existe em mim um navegar que balança
entre o fora e o dentro, pela linha tênue
do desequilíbrio.

Nesse passar vagado, experimento o baralhar de deslizes: ardor da entrega,
alívio da fuga.
Ar de libra,
atravesso um trânsito descalculado vidas adentro
até a inevitável queda.

Quando fecho os olhos,
o lado do tombo depende apenas da força do embalo.


Samantha Abreu
foto de jessica

2 comentários:

L. disse...

Lindos versos!

Pedro Rabello disse...

Ótimos versos. Perfeitos ao lado da foto.