A voz de dó no baixo
arranhando o grave de todas as trilhas.
Panturrilhas que dançam no vai-vem
dos músculos,
e pedipalpos que enquadram o sorriso raro
na escassez do não: canibalismo.
Cigarro pendendo no triz
entre um lábio e outro desejo:
eu querendo ser o trago.
O in [possível] do out let. Não deixo, mas nego.
Por puro capricho do sempre contar gotas
que não pingam de densas,
doce de colher.
Todo lento e pesado, me toma de pouco.
Mas toma por inteiro de tudo.
Samantha Abreu
foto de Snjezana Josipovic

2 Revelaram-se:
Bonito poema Samantha e..triste.
Um bj!
Excelente sua construção, Samantha. Abraços, Pedro.
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