domingo, 22 de julho de 2012

Manual de Serenata ao Ouvido

foto de akin cetin

É como se no centro de todo barulho
tudo, de repente, fosse eco.
Ressonância dentro do vácuo e
todo o cenário em câmera lenta.


Eu-estátua enquanto o mundo flutua agitado
e implora: pressão nos nervos e
pescoço pulsante.
Medo do agudo de fora, medo do escuro de dentro,
cisma com a música que ele sussurra
enquanto entra e faz
serenata.


Ninguém vê
enquanto a vida se arrasta,
só eu e você.


Samantha Abreu

4 comentários:

Erica de Paula disse...

pois é, estava mesmo com saudades da tua escrita, Flor!
grande bjooo :)

lindo poema!

Vanessa Navarro disse...

Não conhecia o blog ainda. E a primeira visita não poderia ter sido mais instigante. Beijo grande, ruiva.

On The Rocks. disse...

Essa menina é um verdadeiro talento.

Bj,

Buenas.

Murilo Hildebrand de Abreu disse...

maravilhoso...